E a cada dia que passa,
a estrada se afasta.
Vamos lá, meus amigos,
a praça está cheia, sem castigos.
Vai que é de graça.
Sumimos todos,
quando a noite se rende,
na escuridão que não prende.
Tudo é bom
quando a luz se acende.
Pendure-se no alpendre.
Suave na nave, viajante astral,
nunca caia na real.
Meditar faz bem, afinal,
sonhar mais que viver é normal.
A cidade é de ouro,
de prata são as ruas.
Sentimentos vagam pelas cruas,
ser feliz é obra sua.
Nada deves à sua cria,
entregue-se à mania.
Tome banho de água fria,
evite a estria.
Mulheres que vêm e vão,
nos altares, só gozação.
Nada insere, tudo ilusão,
não se machuca, não.
Aqui está tudo dominado,
a terra puxando o arado,
ferro sendo afiado,
no fio da foice cortado.
As avessas é que são beleza,
frente é puro enfado,
mentira traz mais agrado.
Hertinha Fischer.
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