Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Mergulho na inquietação

E a cada dia que passa,  

a estrada se afasta.  

Vamos lá, meus amigos,  

a praça está cheia, sem castigos.  

Vai que é de graça.  


Sumimos todos,  

quando a noite se rende,  

na escuridão que não prende.  

Tudo é bom  

quando a luz se acende.  

Pendure-se no alpendre.  


Suave na nave, viajante astral,  

nunca caia na real.  

Meditar faz bem, afinal,  

sonhar mais que viver é normal.  


A cidade é de ouro,  

de prata são as ruas.  

Sentimentos vagam pelas cruas,  

ser feliz é obra sua.  


Nada deves à sua cria,  

entregue-se à mania.  

Tome banho de água fria,  

evite a estria.  


Mulheres que vêm e vão,  

nos altares, só gozação.  

Nada insere, tudo ilusão,  

não se machuca, não.  


Aqui está tudo dominado,  

a terra puxando o arado,  

ferro sendo afiado,  

no fio da foice cortado.  


As avessas é que são beleza,  

frente é puro enfado,  

mentira traz mais agrado.  


Hertinha Fischer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário