Não há nada, só os dias em que vivemos, um a um.
Sem provas, nem problemas, nem escolhas. Apenas oportunidade defazer algo - aqui, ali, onde estiver, com quem estiver.
Os momentos se instalam, como estrangeiros a procurar por abrigo.
Não há nada que mude, Nada que possa fazer para mudar. O céu, pela manhã é céu, igualmente, a tarde, igualmente a noite.
Se pudéssemos escolher, provavelmente, escolheríamos outro planeta para estar, outras pessoas para conviver, outra língua para falar, mas, não! O lugar que você está é que escolheu você.
O amor que tanto esperou não foi o primeiro amor, talvez, nem o segundo e talvez fique sozinho(a) sem amor algum. Tudo dependerá das circunstâncias e ou da forma em que se relaciona e lida com sentimentos adversos.
A galinha põe seus ovos, mas nem todos eclodem. No entanto, ela continua a botar, a botar sem parar. Assim também deveríamos fazer as pazes com a vida, que só exige de nós, a ampla dignidade de se abastecer com as próprias mãos, enquanto as tem.
Não somos seres inanimados, nascemos com o dom do movimento. A cadeira só nos empobrece em todos os sentidos.
Ampliando conhecimento ( não aquele conhecimento que causa orgulho) mas o conhecimento, em si, que a própria vida nos ensina. Que tudo é passageiro, embora sejamos o motorista de nossa própria história.
Respeitemos os limites e não cansemos de agradecer por fazer parte das estações das flores, do amadurecimento dos frutos, e consequentemente, pela caixa que nos guardará para a próxima plantação.
Assim como o pequeno príncipe de Saint Exupery, que marcou dia e hora para se encontrar com a morte, a fim de voltar de onde viera, por considerar, que seria muito penoso levar o peso do corpo. Assim também nós, possamos entender, que carne e sangue não herdarão o reino de Deus. portanto, o corpo, em si, nasceu para ter fim. E o nosso lugar, aquele ao qual Cristo vive, nos chamará em gloria, fato que o corpo desconhece, porque esse Reino é invisível.
Hertinha Fischer
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