Por muitas vezes, sinto que não estou presente. Faço, desfaço, uso, desuso, e nada me satisfaz. As horas me aliviam, sou eu o relógio. Não sou botão, nem flor que desabrocha, sou apenas o intermediário. Calo-me, e assim, falo. As horas parecem infinitas, mas nelas não me encaixo. Se o coração falasse, ele perguntaria: O que diz seu cérebro? O corpo me guia, e tudo responde. Seguir ou parar, meus olhos questionam. Para onde vou, meu cérebro revela. Tudo entra pelos olhos, que são a janela da alma. Os olhos são provocadores, famintos por desejos. Mesmo quando se fecham, continuam a me instigar, nos sonhos.
Hertinha Fischer.
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
Olhos da percepção
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