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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 1 de dezembro de 2024

Enredo das teias do tempo

 Um pouco de mim se vai, ao embalo

do ponteiro.
Assim como a noite cai,
amortecendo o dia inteiro.
Sou passo da passagem,
aceno em despedida,
vento forte trazendo morte,
para a luz da lamparina.
Velha estrada empoeirada,
passagem despercebida.
Cai a lua sobre o espaço,
e o sol usa o seu laço,
Falta sensibilidade no beijo,
e frouxo está o abraço.
Segue a alma em devaneio,
a procura de floreio,
Nem rosas, nem margaridas,
só pragas entram no meio.
A inteligência faltando,
e a liberdade balançando.
Pílula para o corpo,
e a alma despencando.
Seca severa.....
Hertinha Fischer.

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