Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 14 de dezembro de 2024

Sensibilidade da janela

Ainda aprecio a vida, olhando pela minha janela.


De fora, um olhar contempla,


Às vezes de súplica, outras de gratidão.


Sobre o telhado, há uma árvore


que inspira.


Agora está esverdeada, há pouco tinha flores.


Sonhos passeiam pelas ruas, portões


aprisionam tristezas - afetos, alegrias e lágrimas.


Pouco a pouco, as luzes se acendem


ou se apagam. Nunca será igual.


Dias que chegam com festa, dias que trazem o luto.


O canto incessante dos pássaros.


O choro das folhas que caem.


O desabrochar do ventre no verão,


As pétalas da chuva que chega.


O vento cumprimentando andorinhas,


Gotas que vagam sozinhas.


Há uma inquietação nesse velho olhar


que nunca se cansa de admirar


a sensibilidade da minha janela.


Hertinha Fischer






Nenhum comentário:

Postar um comentário