De sonhos, despertei cedo.
Sentei-me à beira da realidade, que me contou sobre os acasos.
E se não fosse assim? Quem controla os dias, os ventos, o crescimento?
O que foi já não está. O que será, cravado em pedras.
A chegada e a partida, quem há de esperar?
Expelimos nossos musgos, enfraquecidos pelos anos, pela causa.
Na revelia, nasce-se e morre-se.
Contrapondo, chega a aurora, cansada de suas noites.
Busca o sol sem nuvens e manhãs claras de outono.
O tempo vem com suas intempéries, moinhos movendo ventos,
dançando e molhando-se nos acasos das águas.
Até que o infinito cante e o oceano decida
quem despertará.
Pois, se a vida tem prazo de validade,
dia e hora, quem saberá?
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