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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Recipiente finito

De sonhos, despertei cedo.  


Sentei-me à beira da realidade, que me contou sobre os acasos.  

E se não fosse assim? Quem controla os dias, os ventos, o crescimento?  

O que foi já não está. O que será, cravado em pedras.  

A chegada e a partida, quem há de esperar?  

Expelimos nossos musgos, enfraquecidos pelos anos, pela causa.  

Na revelia, nasce-se e morre-se.  


Contrapondo, chega a aurora, cansada de suas noites.  

Busca o sol sem nuvens e manhãs claras de outono.  

O tempo vem com suas intempéries, moinhos movendo ventos,  

dançando e molhando-se nos acasos das águas.  

Até que o infinito cante e o oceano decida  

quem despertará.  

Pois, se a vida tem prazo de validade,  

dia e hora, quem saberá?  


Hertinha Fischer

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