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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Mapa Guia

 Enquanto sonhava que era uma andorinha,

dando uns rasantes, céus afora, minha avó me dizia: Quero ver quando o fundo da panelinha estiver queimada! (risada)
Nunca olhei para os olhos do tempo, Tinha medo da condenação -
Das grades que cria ao nosso redor, da punição por nos considerarmos superiores aqueles que muito viveram.
Hoje, com a panelinha já queimada, repleta de fuligem e presunção, vejo que, a juventude é enganosa. Ela, sim, é uma andorinha fujona, daquelas que foge do voo.
Escolher sempre será um favor. Saber o que se deve escolher, como?
Não se nasce onde se quer. Também não podemos acrescentar
nem um dia a mais em nossa vida aqui terra.
O fim é eminente, para nós, os mortais.
Quando enfim, alçarmos voo, como as gaivotas,
rumo ao infinito, talvez possamos entender
o que se passa por lá.
Que possa ser suficiente para minha estradinha.
Enquanto envelhece comigo, ainda anda em mim.
Fico imaginando quem cuidará do meu jardim, depois
que minhas mãos esfriarem?
Que o amanhã me espere, que o dia me aqueça,
que o sol não me queime e que o inverno não se
demore.
Que não se apague esses meus rastros tão facilmente.
Ainda há brasas aquecendo cinzas.

Hertinha Fischer



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