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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Laivo de eternidade

Meus velhos tempos me chamam de volta,  

a pular amarelinha em um pé só.  


Querem novamente brincar de pocopem,  

esconder-me nas touceiras de bananeira,  

com a alegria fluindo pelos pés.  

Querem o jeito genuíno de viver, sem preocupação  

se o sol vai nascer ou não.  

Querem sair comigo para socializar  

com os vagalumes e a lamparina.  


Entre cobertores, apreciá-los como céu  

e estrelas. Brincar na nossa cabaninha de faz de conta,  

lançando ao ar a magia do luar.  

Descalços e sujos, eu e o tempo,  

couraçando nossos pés de tartaruga,  

acenando a Deus nossa eterna gratidão.  


O tempo que transforma tudo em si mesmo  

fez de mim uma eterna criança, carregando  

alegrias passadas em um balde de entusiasmo,  

criando novos jardins pelos caminhos já percorridos,  

onde rosas antes murchas renascem das cinzas,  

para enfeitar novas esperanças,  

sem o cansaço que aflige os mortais,  

que não encontram tempo no próprio tempo  

para aproveitar sua companhia.  


Hertinha Fischer.



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