Meus velhos tempos me chamam de volta,
a pular amarelinha em um pé só.
Querem novamente brincar de pocopem,
esconder-me nas touceiras de bananeira,
com a alegria fluindo pelos pés.
Querem o jeito genuíno de viver, sem preocupação
se o sol vai nascer ou não.
Querem sair comigo para socializar
com os vagalumes e a lamparina.
Entre cobertores, apreciá-los como céu
e estrelas. Brincar na nossa cabaninha de faz de conta,
lançando ao ar a magia do luar.
Descalços e sujos, eu e o tempo,
couraçando nossos pés de tartaruga,
acenando a Deus nossa eterna gratidão.
O tempo que transforma tudo em si mesmo
fez de mim uma eterna criança, carregando
alegrias passadas em um balde de entusiasmo,
criando novos jardins pelos caminhos já percorridos,
onde rosas antes murchas renascem das cinzas,
para enfeitar novas esperanças,
sem o cansaço que aflige os mortais,
que não encontram tempo no próprio tempo
para aproveitar sua companhia.
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