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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Briga velha

 Morre eu, morre tudo a minha volta, Talvez uma plantinha de saudade nasça em algum lugar, a esperar por reencontro.

Eu vou, e vou feliz, Tudo valeu e nada ficou a dever, só essa intolerável briga velha não deu em nada.
Nasci dos quintais austeros, Cresci em meio a pouca valia, solitária é o meu codinome.
Sinto que pouco aprendi, ainda, que, como tantos, tenha me entendido.
Ponho-me a pensar que deveria ser diferente - sem essa mania de
gostar de solidão, Não me sentir bem em festas, onde só se come e só se bebe. De resto é só culto a si mesmo.
Tive família e os amei, No entanto, ainda assim, me senti só e desamparada.
Tive amigos, muitos, ou me equivoquei, seriam só colegas temporários?
E assim, os anos foram me levando, as vezes, no colo, noutros, calejando a sola dos pés.
Não permito que ninguém carregue minha carga, nem que alivie minha dores.
Enfrento tudo com muita decisão, embora seja tão prolongada e dolorida essa trajetória.
Tenho a fé em Deus para me dirigir, E os encantos dos encantos da vida - de quem- do que, merece meu olhar.

Hertinha Fischer.

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