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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 14 de dezembro de 2024

Asas da imaginação

Em algum momento fui ave, dizia Rubem Alves. E como isso faz sentido! Pedras que evocam voo, cantos que despertam asas.

Eu, em um campo de pouso, pronta para tocar as copas do universo. Poderia facilmente alcançar as nuvens molhadas, explorar grandes precipícios sem temer arrepios.

Perseguir a liberdade, sentir a brisa nas alturas, desvendar a casa dos ventos, espiar pelas janelas do tempo.

Ou simplesmente me aninhar em um galho qualquer, sonhando com nuvens e incubando sonhos.

Observar o mar por suas bordas, descobrir onde começa e onde termina, como ele contorna a terra sem jamais se perder.

Tudo isso faço num instante. Já conheço o caminho; está tudo guardado no coração. Basta começar a escrever, e volto a planar com as asas da imaginação.

Hertinha Fischer
















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