Árvore que muito se poda não cresce.
E assim passam os dias - divididos em semanas, meses e anos, mas sempre iguais. Lá estarão as lutas, os desencontros, as lágrimas, as alegrias. E em cada rosto, uma esperança que renasce. O sol nascerá, as nuvens trarão a chuva. Os ventres e seus presentes. A vida pulsando. Nós, que não pedimos, nós que não quisemos, que despertamos, dormimos, sonhamos e realizamos.
E o lar que não compartilhamos. Os filhos que não são nossos, as batalhas que não enfrentamos. E que, ainda assim, estarão guardados em algum canto que não alcançamos. Como um vasto mar, cheios de peixinhos, à espera de que Deus recompense de algum modo. Crueldade mesmo é pensar que não atravessamos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário