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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

O vento leva

Árvore que muito se poda não cresce.


E assim passam os dias - divididos em semanas, meses e anos, mas sempre iguais. Lá estarão as lutas, os desencontros, as lágrimas, as alegrias. E em cada rosto, uma esperança que renasce. O sol nascerá, as nuvens trarão a chuva. Os ventres e seus presentes. A vida pulsando. Nós, que não pedimos, nós que não quisemos, que despertamos, dormimos, sonhamos e realizamos.


E o lar que não compartilhamos. Os filhos que não são nossos, as batalhas que não enfrentamos. E que, ainda assim, estarão guardados em algum canto que não alcançamos. Como um vasto mar, cheios de peixinhos, à espera de que Deus recompense de algum modo. Crueldade mesmo é pensar que não atravessamos!

Hertinha Fischer.

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