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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Pra onde iremos nós?

 Não guardo rancor.


Guardo lembranças, como se guarda doces em potes. Certas pedras esquecidas pelo caminho, aquelas que se desviaram de mim. Sinto-me plena, como uma flor na primavera. Afinal, tudo depende das coisas e coisa não sou. Teve festa, fui premiada, ganhei presentes. Também houve dias de luto, passagens fúnebres, e de lágrimas me presenteei. Como gotas de orvalho presas na madrugada, chegam à superfície sem dano. Logo que passam, o sol volta com força, mostrando que viver é também sofrer. Nada ocupa minha mente além do agradecimento. Como um cometa, passo. Traço caminho. Luz por um momento, depois, puft. Adeus! Nada terá tanta importância!


Hertinha Fischer.

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