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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Cenas vazias

Quem me dera poder expressar de verdade o que sinto, quando todo esse universo escapa das minhas mãos. Escrevo para a realidade, mas ela, sutilmente, me escapa. Um emaranhado de ideais sem solo, que em solo estéril se perde. Onde as ruas abafam meu grito e o dia sufoca minha voz. Já há pragas nas flores, que entre rios murcham, sem perfume e sem cor. Aqui dentro jaz uma sonhadora que ousou sonhar no inverno, mas agora desperta petrificada, sem sonhos para sonhar. Nesse campo de muitos pássaros, há pouca alegria no cantar. Estamos presos em uma jaula aberta, sem forças para voar. O sol dos poemas nos aquece enquanto a alma derrama gelo pelos poros. Não há quem ouça, não há quem sinta. Que seca severa...


Hertinha Fischer




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