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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Asas para dentro

Tinha o hábito de querer tudo, quase que quis demais. Até nos sonhos, sonhava sem medida. Via o céu no mar e o mar no céu. Porém, fui entendendo a lógica de mim mesma e, de forma ilógica, me transformei. Tudo parecia ter sentido, mas nem tudo fazia sentido. Sou uma espectadora, aquela que apenas senta e observa. Admiro tanto que, no ato de admirar, esqueço de me admirar. Como uma borboleta que nasceu com as asas viradas para dentro, sei que sou borboleta, vivo como tal, mas não consigo voar. Uma amarra me prende, uma cerca me limita. Não me entendo completamente, mas sou quem deveria ser. Convivo bem comigo mesma, embora, muitas vezes, eu me esqueça e me deixe para trás.


Hertinha Fischer.


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