As pernas sustentam as pedras, o asfalto é o regozijo da terra. Calçadas protegem as casas e as plantas, em concreto se erguem. Pessoas se comprimem nas passagens, vidraças devoram fuligem. Em prantos, a chuva se cala; em vozes, a enxurrada se lê. Silêncio e vazio por dentro, lá fora ronca o motor. Os rios vertem amor, e o lixo transborda rancor.
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A dose certa
Enquanto o dia começava a trazer a luz do sol mais perto, as rosas dançavam, espalhando suas pétalas adormecidas pelo chão. O céu, de um azu...
sábado, 23 de novembro de 2024
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