As pernas sustentam as pedras, o asfalto é o regozijo da terra. Calçadas protegem as casas e as plantas, em concreto se erguem. Pessoas se comprimem nas passagens, vidraças devoram fuligem. Em prantos, a chuva se cala; em vozes, a enxurrada se lê. Silêncio e vazio por dentro, lá fora ronca o motor. Os rios vertem amor, e o lixo transborda rancor.
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Restos do resto
Tento falar de outras coisas, mas elas sempre acabam sendo as mesmas. Os encontros viraram vazio, quem ainda se conhece? A cama guarda o car...
sábado, 23 de novembro de 2024
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Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
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