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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Partes de mim

Naquele lugar, bem ali, diante do que já passou, estou triste. Rabisquei a intensidade, escrevi os meus caminhos e li o futuro como se já estivesse lá. Ele me escapou, como foge quem não gosta. Os que procuro agora ficaram distantes, os que amei de verdade se resumem. Quando foi que as esquinas se tornaram retas? E os tapumes que cobriam meus olhos desmoronaram? Olho diferente agora, ou foi agora que eles se abriram? Ainda perco, ainda surgem lugares vazios que não consigo preencher. Será essa ilusão frenética tentando me corromper? Quem sabe, ao me elevar para o futuro, ainda haja sabedoria para compreender: minha verdade ainda se saudade!

Hertinha Fischer.

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