Nunca alcançarei a plenitude das coisas. Coisas? Sou um tanto fechada às emoções, controlo-as. Dizem que um escritor, um verdadeiro escritor, daqueles que nos fazem suspirar, carrega muitas emoções em seus textos. Eu, apenas me recordo de contar, de ler meus próprios pensamentos, limitados pelas experiências vividas. Tenho vontade de relatar, relato. Cientificamente, nada sei. Sei da mata – já caminhei por ela. Sei da fome – já a experimentei. Sei da humildade – já a vivi. Sei do amor – mesmo sem compreender plenamente seu significado, já amei. Sei das perdas – muito já perdi. Sei da vida – estou aqui. Sei da fé – vivo na esperança. Sei de Deus – por tudo que existe. Sei da pobreza – já a constatei. Sei de mim – idealizo-me. Veja, cega estou para o que passa. O momento seguinte é o que importa. Guardar muitas coisas velhas nos torna acumuladores, e acumuladores não se desprendem das aflições passageiras, impedindo que abram espaço para a felicidade, que pode estar além dos portões.
Hertinha Fischer.
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Autognose limitada
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