Sempre penso no equilíbrio.
Não é bom se curvar diante de si mesmo. Quando dizemos que a vida é frágil, estamos enganados. A fragilidade está na matéria que reveste a vida, tão frágil que chega o momento em que o corpo se rende à corrosão. A vida, por sua vez, é infinita. Basta olhar ao nosso redor; se ela se extinguisse, provavelmente a Terra já estaria vazia.
Nossa compreensão é limitada pelas impressões que a matéria nos causa. Focamos no que é visível aos olhos, não na profundidade que a natureza oculta. Obcecados pela sobrevivência, acabamos limitando sentimentos que poderiam nos guiar melhor. Certos óvulos são depositados no corpo, outros na água, no solo, ou até nas folhas das árvores.
São formas de vida que se sustentam por seus próprios meios, antes mesmo de se completarem. Apresentam seus corpos com vestimentas únicas, sem aditivos. Procriam, muitas vezes, para morrer, mas permanecem vivos no DNA que perpetua a espécie. Os estudiosos dizem que nosso DNA é tão extenso que poderia dar várias voltas ao redor da Terra. Imagine quanta vida existe dentro de um ser, informações captadas ao longo de tempos incontáveis.
Deus é a fonte de toda vida. Se Deus é eterno, carregamos a eternidade dentro de nós, em corpos perecíveis, mas com uma vida abundante.
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