Tenho em meus olhos as sombras dos lugares por onde passei. Todo o verde dos campos. Ainda insisto em amar o que deixei. Caminhos suados que já percorreram em mim ainda vagam por aí. Essas marcas do futuro, que no presente me deixam, e no passado me pastoreavam. Nem rastro, nem mastro, nem bandeira, só o suave regar de uma flor à beira. Nem fui, nem era, solidão à espera, uma fuga sem fim, além do que sei de mim.
Hertinha Fischer
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