A liberdade pode ser
algo a se conquistar,
uma flor de laranjeira
presa la no alto,
singela flor nascida
em temporão.
À se enlaçar ao
seu momento
podendo, sim, frutificar
e tornar-se bem mais
que só perfume.
Sublime flor
receosa que se
regozija em existir na solidão.
Apruma-se no galho
que lhe sustenta, tendo
no olho, a capacidade
de olhar o que
ainda não nasceu,
Assim que se vá, haverá
outra em seu lugar,
Nesse momento, porém,
é dela todo o bem.
De ter nascido só, mas
onde todo mundo
a tem.
Essa liberdade do
tempo, conquistado
sem estações, nua em
sua ideia de ser, assim mesmo
o foi.
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
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