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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 27 de novembro de 2016

A irrelevância.

É forte, é sereno esta
minha mania de amar.
Sobre a rocha construo
um caminho, na montanha,
meus muros, Tudo chega
num determinado momento,
e tudo se vai, da mesma forma.
Não adianta andar pelos campos
plantando sem intenção de colher,
nem sentar-se numa cadeira
para espreguiça-se como
quem não tem culpa.
Cada um acredita como convém,
mas, acreditar em ilusões
é o mesmo que encontrar
um rio sobre miragem,
e dela querer beber.
Diz-se dos homens coisas
que não provém. homens
bons jamais deturpa, nem tem
por costume
arrolhar em si, grandes coisas.
Vivemos no limite, e no limite
devemos viver, acreditando sempre,
no melhor que pode haver.
A fé move montanhas, no sentido
figurado: é força que mantem em pé,
A fé não só nos impulsiona, mas,
também nos coloca frente ao
mais sublime, que é manter-se
mais discípulo que mestre.
A soberba da vida é homem
sem palavra, é homem que
só destrói, que coloca-se
acima como quem sabe de tudo,
No entanto, mal sabe onde
se escorar.
Herta Fischer

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