As vezes eu me ponho a pensar:
-Nos muitos tropeços que o homem faz questão
de distribuir pelos seus próprios caminhos.
E são tantos a tropeçar, sem ao menos parar
para pensar em quem é que os derrubam.
Falam deles mesmos, com tanta arrogância, como se o Cristianismo
fossem eles próprios.
A cruzada que matou homens de bem, pelo simples fato da
não concordância com seus dogmas, para usurpar e espalhar pelo mundo afora,
um poder roubado, na ânsia pelo poder.
A igreja que se diz verdadeira, no entanto, comete a maior das heresias,
Homens que se dizem religiosos e que, por fim, tem uma única finalidade que é
poder.
Não esta em mim, o poder de julgamento, nem a querencia de falar mal, mas
esta em mim, a consciência de me permitir falar sobre o assunto.
Cristo, a primazia da criação, O primeiro homem, O primeiro a conhecer
Deus, a quem chama de Pai, por ser Ele o primeiro Filho gerado,
A mulher, figura da igreja, casada com Cristo, unida em amor com
seu esposo, na qual gera filhos.
A maçã, figura da desobediência, pela qual foram expulsos do paraíso: O filho
amado, a esposa fiel.
E ambos sofreram punições, Tanto o filho, quanto a igreja - ( mãe de muitos
filhos.)
Tudo isso pela busca de poder, quando o diabo, com inveja de seu criador, queria
tirar-lhe o espaço. assim, anunciou a Eva, a igreja, que se ela comesse da árvore do conhecimento, teria o mesmo poder de Deus.
Tudo que se aplica a palavra, desde o princípio, são figurativa, sombra do que haveria de vir.
O homem sendo expulso do paraíso, tornando-se conhecedor da morte, Eva e Adão gerando filhos, a inveja entrando pela porta, a inveja, a mentira e o assassinato. Deus levando com ele o filho bom e expulsando de suas vistas o filho mau.
O povo se tornando cruel a ponto de Deus querer acabar com a terra e com os homens,se arrependendo de tê-los criado.
Noé fazendo a arca sobre a supervisão de Deus, Deus escolhendo a quem salvar. o diluvio
durando quarenta dias e quarenta noites. A chegada de Noé na terra, A sequencia que se da após isto.
A historia do povo santo, a historia do povo corrupto, a corrupção e santidade se dando as mãos.
O povo santo no cativeiro por quatrocentos anos, sobre o domínio da figura de faraó, o homem abominável, que adorava figuras animalescas,
O salvador Moisés, adotado pelo mundano, comendo do mesmo pão que alimentava o algozes
de seu próprio povo, chamuscado com sangue inocente, ganho através da escravidão.
O saber a respeito de onde viera, de conhecer sua mãe, de contrariar sua família, de entender o que ali se passava,
A sua escapada, por força de um assassinato, a fuga para lugares longínquos, o encontro com Deus no Monte Sagrado, o acreditar no que via, o se preparar na solidão, o cajado em suas mãos. A longa volta, o enfrentamento ao poder.
As sete pragas, os milagres, a ultima praga, a morte dos primogênitos, O sangue do cordeiro aspergido na porta, a morte de todos os meninos e animais, a vida preservada dos que creram e se valeram do sangue santo.
A negação do Faraó, a teimosia, a astucia dos encantadores, a morte de seu primogênito, a tentativa de fazê-lo ressuscitar nos braços de seus deuses, a decepção.
O fazer o povo compreender que dele vinha a salvação, o conselho com seus irmãos, a despedida da família que lhe assistiu,
A decisão de liberdade: o libertar, o convencer, o preparo de toda gente, a saída, a recusa de alguns, o mar se abrindo, o povo passando em terra seca em meio ao mar a morrer de medo, a investida de seu algoz arrependido, querendo voltar atrás. o Mar se fechando, homens e animais sacrificados.
A entrada no deserto: a fome, o calor, o frio, a deserção, a reclamação, a falta de compreensão.
O subir no monte: o encontrar-se pela segunda vez com o criador, o conselho, as leis, a obediência, o tempo.
O povo: a canseira, o se desviar, o despertar da ira, a desavença, o se consolar com ídolos, o
se entregar a volúpia, o descreditar.
A volta: o castigo, a ideologia, a entrega das leis, o julgar, o fazer valer a lei.
Novamente o deserto: a cobrança, o faltar fé, o alimento vindo do céu, a soberba, a arrogância, a vaidade, os enganos, a ganância, a falta de caráter.
A apostasia: gritos, reclamações, vícios, o machucar a pedra.
A chegada na terra prometida: O castigo, a morte, o enterro, o disputar pelo corpo, o anjo, o diabo, o descanso.
Entrada: a guerra, o vencer, o triunfo.
Quantas coisas que jamais entenderemos, só o fato de que tudo era relativo a Cristo, que salvaria o povo do cativeiro do pecado, dando-lhes a chance de nascer de novo.
Herta Fischer (hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sábado, 26 de novembro de 2016
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