Às vezes me perguntam o que penso sobre o amor-próprio. É claro que cuidamos de nós mesmos, sempre buscando o melhor: damos a nós as melhores roupas, desejamos os pratos mais saborosos e almejamos os presentes mais especiais. Mas esse cuidado também se relaciona ao amor ao próximo: que possamos ter para com os outros os mesmos bons desejos que temos para nós. Não como quem compra uma arma e se senta à porta de casa desafiando: “mexa comigo pra ver?”, mas como quem, ao ver seu irmão, pensa: “ele também sente e sofre”. Cristo não pensou em si quando foi açoitado, cuspido, massacrado e traído; aceitou a missão que o Pai lhe deu sem questionar. Foi ferido até a morte, sem jamais cogitar revidar, mesmo tendo poder para vencer aquela batalha. Sabia que precisava passar pela morte para salvar muitos. Ele se cuidava, se lavava e se alimentava, mas nunca se colocava em primeiro lugar, ainda que esse lugar já fosse d’Ele. Sua vitória foi a obediência desde o início, pois confiava plenamente no propósito do Pai, que tem o poder de tirar e restaurar.
Herta fischer
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