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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Eu, seguidor de mim

Mais uma vez me declaro: - seguidor
de mim.
Já me dispus a mudar, ser outra
pessoa, escolher melhor, criar
asas ao invés de viver em terra.
Deixei de desejar, desejo só
o que me é possível, e mesmo
assim não desejo muito.
Só o de poder viver com dignidade
até o fim. Pois, mudança mesmo, só
ocorre por força de um sentimento, e ou
desejo.
No mais,sou eu, sou eu mesma, sem tirar
nem por.
Sou o respirar em meu pulmão ainda jovem,
Sou o coração a pulsar na frequência de
minhas emoções.
Sou o caminhar, também, na insegurança
das horas.
Sou o sonhar, inutilmente, quando
a situação inverte.
Sou o esperar, até que a esperança morra.
Sou a desventura, quando algo que quero,
 me foge das mãos.
Sou a lágrima que cai, na dor,
que só eu conheço.
Sou o sono, que me acode quando
clamo por descanso.
Sou, muitas vezes,  a ira,
quando algo foge do controle.
Sou a solidão, quando me afasto de mim.
Sou o abstrato, quando me perco do
que sou.
Sou a saudade, quando meu real se faz neblina.
Sou a noite, quando meu dia não é bem quisto.
Sou um pouco de tudo, enquanto ainda sou
tudo o que eu posso ser.
Herta Fischer (hertinha)



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