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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 8 de outubro de 2016

Jó defende a sua integridade

Eis que tudo isso viram meus olhos, e os
meus ouvidos o ouviram e entenderam.
Como vós o sabeis, também eu sei, não
vos sou inferior.
Mas falarei ao Todo Poderoso
e quero defender-me perante Deus.
Vós, porém, besuntais a verdade
com mentiras e vós todos sois médicos
que não valem nada.
Tomara vos calásseis de todo,
que isso seria a vossa sabedoria!
Ouvi agora a minha defesa
e atentais para os argumentos
dos meus lábios.
Porventura, falareis perversidade
em favor de Deus
e a seu favor falareis mentiras?
Sereis parciais por ele?
Contendereis a favor de Deus?
Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse?
Ou zombareis dele, como se zomba de um homem qualquer?
Acerbamente vos repreenderá,
se em oculto fordes parciais.
Por ventura, não vos amedrontará a sua
dignidade,
e não cairá sobre vós o seu terror?
As vossas máximas são como provérbios de cinza,
os vossos baluartes, baluartes de barro.
Calai-vos perante mim, e falarei eu,
e venha sobre mim o que vier.
Tomarei a minha carne nos meus dentes
e porei a vida na minha mão.
Eis que me matará, já não tenho esperança;
contudo, defenderei o meu procedimento.
Também isto será a minha salvação,
o  fato de o ímpio não vir perante ele.
Atentai para as minhas razões
e dai ouvido a minha exposição.
Tenho já bem encaminhada a minha causa
e estou certo de que serei justificado.
Quem ha que possa contender comigo?
Neste caso eu me calaria e renderia o espírito.
Concede-me apenas duas coisas; então, me não esconderei
do teu rosto; 
alivia a tua mão de sobre mim,
 e não me espante o
teu terror,
Interpela-me, e te responderei, ou deixa-me
falar e me responderás.
Quantas culpas e pedados tenho eu?
Notifica-me a minha transgressão e o
meu pecado.
Porque escondes o rosto
e me tens por seu inimigo?
Queres aterrorizar uma folha arrebatada pelo vento?
E perseguirás a palha seca?
Pois decreta-se contra mim coisas amargas
e me atribuis as culpas da minha mocidade.
Também põe os meus pés no tronco
observas todos os meus caminhos
e traça limites as plantas dos meus pés,
Apesar de eu ser como uma coisa podre
que se consome
e como roupa que é comida de traça.

Jó 13 - 14

Herta Fischer

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