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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Só que não

Eu nem seria se não houvesse nascido,
nem estaria aqui se já
houvesse morrido.
Tanta graça viver, tanto faz morrer.
O que mais me apetece é ser quem sou.
na malandragem
do acreditar,
Na possibilidade
da aprendizagem do amar.
Mesmo que só ame o que satisfaz,
Ainda que vá amansando a fera que
mora dentro, vou a vento, soprando
o que resta de ignorância, contando
com um ponhado de aprendizado.
Fico a brigar com tudo, aceitando e
contrapondo, não sou dona da
verdade.
Mas, vivo do que acredito, vivo
em mim, como quem achou o
seu lugar no nada, e do nada de
cada dia que passa, ainda posso
dizer que tudo
faz sentido.
Só que não!
Herta Fischer (Hertinha)

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