Em um jardim com poucas flores eu fui plantada e meus olhinhos ávidos
me ensinaram um caminho perfeito, onde flores brotam sem sessar ante um
coração confiante.
Não tive muito, mas o pouco que tive me abasteceu numa fé tão nobre que
me levou onde estou agora, a caminho de Deus!
Ele se me floresceu onde pisava, quando o aguaceiro da solidão me alcançou, percebi que despertava,
Como pombos a voar pelo campo, assim povoou em meus sonhos, no derradeiro dia
de promessa.
Abriu-se em meus olhos a luz.
E através dessa luz eu pude ver, o quanto ainda crescia, e me despedia de minhas ilusões passageiras.
O caminho tornou-se estreito, quase que já não me cabia, e atrás dos montes serenos, minha descoberta se fez eficaz.
Por aqui, a cabeça tão baixa, e o caminho a me engolir, quase tirando toda certeza da chegada, me entristeci a ponto de me ver como quem morre.
Até descobrir que a morte foi tragada pela vitoria, e minha divida já paga, me leva onde preciso ir.
Que lindo prazer meu Deus me deliciou, que cantar de misericórdia eu ouço agora, quando já vejo a aurora a florir no quintal do meu amor.
Herta Fischer.
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Eco do fim
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domingo, 2 de outubro de 2016
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