Eu ainda estava lá no meu cantinho,
eu amo meus cantinhos.
Agora sobre a sombra da taquareira,
e ela gemia ao toque do vento.
Eu, por certo, estava fora de mim,
outra coisa de que gosto.
Ficar alheia.
Alheia a correria dos homens, alheia a
maldade humana.
Assim eu vivo melhor.
Quem muito olha, se cansa, quem muito
quer, vive menos.
Não que eu me importe com isso,
quero, ou espero,( porque não adianta
querer), viver o que tenho
para viver. Se pouco tempo,
se muito, não me aborreço.
Nada me tira do prumo, pois
minha intensão não
se mede por fazer.
Porque faço o que é preciso, não me ligo
na recompensa, nem em quanto
eu posso ganhar, aliás, nem
ganhar, nem perder,
Eu nem ganho e nem perco, apenas
existo em qualquer momento
onde estou.
Meus sonhos são irrisórios,
meu sonho sou eu, e eu me realizo
em mim.
Nasci e hei de morrer,
Só ha um sonho que me abastece.
A certeza que existe um Deus.
E, que, este mesmo Deus é a razão de tudo, Então,
vivo sem razão, pois nada depende de mim,
e sim, da razão que me sustenta enquanto
existir vida em mim.
Como esta taquareira que agora eu vejo,
que faz sombra em mim. assim é Deus me
protegendo.
cada gotinha de seiva, cada chuvinha que cai,
cada vento que sopra. Tudo é como
precisa, tudo é como se espera,
Também sou assim, subsisto neste
sistema, não acho nada ruim, Se sou,
eu sou, se não sou, não sou.
Mas, acredito que sou, porque sinto.
vejo a vida em mim quando penso,
quando tudo fica a mostra, quando vejo e
sinto a pequenez que sou diante do
que esta diante dos meus olhos e do que é invisível.
Tenho a lembrança de algo que me toca,
no amor que penso sentir, na ilusão de todo existir,
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
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