Eu sou meio arrogante sim!
Em se tratando de mim, não do
que aprendo e sei, mas, no que se refere
a minha pessoa.
Não posso dizer que não existo, nem
tampouco que não sou.
Eu sou o que posso, eu sou
o que me define, eu sou o
passageiro que me leva, embora
nada dependa de mim, mesmo assim,
sou real.
Posso me ver no espelho, posso sentir
prazer, amor e outros tantos sentimentos.
sou visível a olho nu, então, por existir, eu
me sinto, e sentindo-me, me julgo importante.
São as horas que me arrastam através do tempo,
mas sou eu que me construo nele.
Ao aprender a me relacionar e a deixar um
pouco do rastro de mim na escrita, vou me
revelando a mim mesma, e me instruindo
no pouco que sou, do muito que já vivi.
Já me fiz em tantos personagens, que até me esqueço
de quem na realidade sou, ou sou, na verdade, um
pouco de alguém, que por serem muitos,
me perco no emaranhado que me torno
a cada amanhecer.
Ser quente não é fácil, porque para ser quente,
primeiro é preciso passar por fases, até encontrar
a temperatura exata, quando não se pode mais
avançar.
Ao procurar pelo ápice, quer dizer, a plenitude, ainda
me perco no pouco, pois, no pouco a pouco é que
me torno inteira.
Nessa minha realidade é que me faço constantemente,
mesmo, as vezes perdida é que consigo me achar
na certeza de que existo.
E até quando ainda existir, passo a encontrar um caminho
que me leve, mesmo que seja um tanto tortuoso, mesmo
assim, tenho a convicção de que me encontrarei em
Deus e no seu coração farei minha morada. Ai, sim, provavelmente,
se acabará toda essa arrogância que ainda me sustenta, e me
acharei mais completa que nunca.
Herta Fischer (Hertinha)
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
terça-feira, 10 de novembro de 2015
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