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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

No tear do dia

Já faz tanto tempo
que deixei meu ninho
abandonado num lugar
 qualquer.
O que o tempo
fez dele, eu não sei.
Só sei que fui
embora para fortalecer
minhas asas que, outrora,
fracas, precisava de seu tempo.
E o tempo tão melindroso,
me fez refém de sonhos.
Teci minha vida no tear
do dia, entrelaçando
um ir e vir sem cessar.
Como um maltrapilho
sem casa, me desgastei
em súplicas, e me recriei
do nada.
Todos os dias me eram santos,
e seus milagres me 
acompanharam, me seduzindo
e me iniciando
a voar, as vezes, sobre  o azul
 profundo de amor , outras, sobre
nuvens negras de carência.
Nasci embrulhada num manto
quente de carinho, e cresci
sobre a relva macia
do descobrir.
Quando porém atingi o máximo
dos dias, sobre enganos me cansei.
Estou indo, ainda ao encontro do nada
que minha fé continua a tecer, talvez,
talvez ainda faça outros ninhos
antes do escurecer.
Herta Fischer (Hertinha)


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