Eu não conhecia razão,
embora,tudo fizesse sentido
na razão do meu existir.
Não tinha nada que me arrepiasse,
nem a vida, nem a morte, apenas
o medo do escuro. não era a escuridão
que me atormentava, e sim, o que eu
não podia ver além dela.
Eu gostava de presença, mesmo da longínqua
plenitude dos ares, aquele azul intenso, cheio
de mistérios e incógnitas, e a escuridão o encobria
com um manto silencioso, colocando tudo para dormir.
Eu não gostava daquele silencio ameaçador, definitivamente,
eu não amava a noite, depois que ela crescia.
Tudo porque eu amava o dia, eu o amava tanto que
as noites pareciam eternas, crueldade demais ter que esperar
pela luz,
A noite só era-me notável, enquanto ainda criança, quando havia ainda
alguns resquícios do dia, mesmo quase que dormindo, quase a fechar
os olhos, ainda me proporcionava alegria.
Mas era preciso, se não houvesse noite em meu viver, como apreciar o alvorejar, quando
o sereno caia bem de mansinho, e sobre a relva caminhar, com as gotas a se divertir
sobre a grama fina, acariciando meus pequenos pés.
E o sol tão brincalhão a secar as lágrimas da noite, colocando um fim em seu martírio.
E a alegria despertava comigo, tudo era festa, tudo era cor, e perfeição.
Tão bom ser criança, tudo que é pequeno, é mais verdadeiro, é mais bonito, é mais aconchegante,
até parece que Deus deseja o simples, pois nos dá com mais abundância.
Assim como as marcelas que nascem em seu tempo e deixa os campos mais contentes, assim é com todas as flores da vida, quanto mais simples, mais satisfação.
A gente cresce, assim como as ervas do campo, alcançando a sua altura, vai se enverdejando até
amarelar-se de prazer ao atingir a plenitude.
Como as ondas do mar, que se quebram nas encostas, de dor não desfalece, cresce e toma seu caminho de volta, como quem nunca morre.
Tantos dias, muito se parece, mas na verdade são apenas pingos, pouco para viver e muito para sofrer, como uma flor a se romper em seu caule.
Finalmente, depois de trabalhar para viver, dar seus frutos no verão, vai se definhando até virar
pó. Não sabendo como veio e sem saber que caminho o toma de volta.
Assim é a vida, e a minha história não poderia ser diferente. Eu sabia que crescia, que seria andarilha pelas ruas tortas de meu destino, para enfim alcançar vitoria, na esquina de tantas glorias.
Glorificados somos no despertar, quando a água nos expele para fora, nas estações do plantio, o tempo nos enaltecem com seus préstimos pressupostos, até que o tempo se findem no corpo
que amadurece.
Da água á terra. Ambas, simbolo de fertilidade. Dois princípios de vida: O começo e o fim.
Como duvidar da continuidade? Algo para se refletir!
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
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