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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Só lembranças


Jovens tardes
quando o sorriso de
meiguice e o sentimento
de querer era
o que me levava.
Sonhos, beijos, camaradagens,
flores, sorrisos
e promessas.
Era tudo tão terno
e tão saboroso como
uma fruta de estação.
Palavras ditas sem pensar,
sorrisos fartos desnudando
a própria alma, olhares
furtivos de descobertas, regadas
nas manhãs de sonhos.
Tudo tão inevitável, afável,
prescrito num coração
amante.

E o que restou?
Mágoas, frustrações
e uma dor tremenda
no peito, por não
haver mais flores, nem
sorrisos, nem promessas,
mas uma vontade louca
de reviver.
e te ver de novo.
Herta Fischer (Hertinha)

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