Passam-se os dias e lá vamos nós.
Esperança simbólica desata seus nós.Tal qual seriema em beira de estrada,
Perna comprida e desengonçada
procurando petiscos na alvorada.
Preguiça e sono no meio do nada,
sombra bem quista na encruzilhada
Talvez um jatobá caia de lá
para a minha fome poder matar.
Sondando a luz no meio do escuro
E só tropeço nós vamos achar
Andando a solta de dia e de noite
Tal qual taquareira querendo assombrar
o vento uivante que nem é tão lobo
Com dentes afiados a faz despencar