E o caminho era suave, sem obstáculos, na linguagem das flores. Um perfume de cores e risos se espalhava pelo olhar. A liberdade fluía como bálsamo nas veias, tingindo as linhas da alegria exposta. Corpo e mente em harmonia com o vento que acariciava as folhas. Um pequeno mundo, geograficamente resumido. Pedrinhas desbotadas amorteciam o marrom das trilhas empoeiradas. O mestre, o tempo, escrevia em si mesmo, nas folhas brancas soltas no ar. Uma mente dançante imitava o movimento das folhas no chão, animando a magia de um ser. Um ser que nem sabia ser. Um corpo pequeno, de poucos dias, sonhando com a realidade abstrata. Ao redor, o vento falava, dando vida ao vazio do espaço. A corrida do coração abria os lábios num sorriso. A dança contínua do tempo acompanhava o corpo que cantava o silêncio das coisas. Tudo era vivo, mesmo o que parecia morto. Se ali estava, existia. E se existia, tinha propósito, na alegria de me ver passar.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
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Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
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