E o caminho era suave, sem obstáculos, na linguagem das flores. Um perfume de cores e risos se espalhava pelo olhar. A liberdade fluía como bálsamo nas veias, tingindo as linhas da alegria exposta. Corpo e mente em harmonia com o vento que acariciava as folhas. Um pequeno mundo, geograficamente resumido. Pedrinhas desbotadas amorteciam o marrom das trilhas empoeiradas. O mestre, o tempo, escrevia em si mesmo, nas folhas brancas soltas no ar. Uma mente dançante imitava o movimento das folhas no chão, animando a magia de um ser. Um ser que nem sabia ser. Um corpo pequeno, de poucos dias, sonhando com a realidade abstrata. Ao redor, o vento falava, dando vida ao vazio do espaço. A corrida do coração abria os lábios num sorriso. A dança contínua do tempo acompanhava o corpo que cantava o silêncio das coisas. Tudo era vivo, mesmo o que parecia morto. Se ali estava, existia. E se existia, tinha propósito, na alegria de me ver passar.
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A dose certa
Enquanto o dia começava a trazer a luz do sol mais perto, as rosas dançavam, espalhando suas pétalas adormecidas pelo chão. O céu, de um azu...
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