Dia triste quando me derramei feito
chuva de frente fria.
Uma enxurrada de duvidas permeava
a descida dos meus sentimentos.
Você me encarava como quem encara
uma novidade, para depois deixar-me
apagada num canto
incerto.
Dei-me de todo, não sobrava
nada em mim que não fosse seu.
Minhas noites celebravam
sua imagem, quase que como um deus
pagão.
Vagava em meus sonhos sem
pedir licença, me arrastando
á um mundo sem volta.
Era você somente a mostrar-se
em meus dias, quase a apagar
outras historias.
Quase a apagar o bem que vivia em mim.
dono do meu querer,
juiz e carrasco dos meus desejos.
Precisava acordar e tirar-te da minha mente,
precisava desesperadamente te esquecer.
Com o ego fraco e a vontade adormecida, só
me restava as lágrimas e desespero.
Eis que naquele imenso aguaceiro
de dor, abriu-se o sol de um novo amor,
me tirando daquele estado de torpor.
Outras imagens apagaram as suas,
sonhando outro sonho que não
era você e tudo recomeçou
novamente.
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
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terça-feira, 6 de junho de 2017
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