Estava eu a debruçar sobre
a trama da vida,
olhando de soslaio
as coisas que cresciam
ao meu redor.
Um cobertor de satisfação
cobria minhas horas exaustas,
que não se contentavam
em ver um fim.
Não havia nada fora de mim
que me acusasse, mas, dentro
um arrazoar de sentimentos obscuros
me aterrorizavam.
Olhava para a frente e só via
tempo, mas em que tempo,
ou até que tempo, poderia
seguir?
As pessoas se despediam um a um,
as passagens cada vez mais apertadas
não diziam nada, mal
cabia em si.
Olhava o futuro e o futuro
que seria?
Talvez o espaço, agora,
onde eu queria ficar, não queria
ver o tempo engolindo amor.
Não queria o sentido vazio.
Mas, de que me adianta o querer,
se não depende de mim?
O tempo se encarrega de tudo, o
tempo se encarrega da dor, mas, também
leva a alegria.
Talvez traga outras em outras formas,
mas, nunca o que levou!
Hertinha (Herta Fischer)
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
quarta-feira, 21 de junho de 2017
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