Soneto de quem espera.
Espera-me nas esquinas meus sonhos
e em passos lentos
te alcanço.
Que de tarde o sol se lamenta, ante
a chegada da partida, assim,
meus dias se entristecem, pois
a cada minuto, um suspiro
morre em preces.
Vou indo, estou chegando,mas
ainda careço de passos, entre um suspiro
e outro, o andar é só cansaço.
Pés calejados, já as solas em
escalpo, ainda anda minha esperança,
entre dor e estardalhaço.
Meus olhos já cansados de ver,
quer descansar em meu dormir,
mas o som que ainda me chama,
faz barulho no porvir.
Homens maus se levantaram, pra embaraçar
,meu caminhar, mas não souberam
tirar esta certeza, de que posso
dar a volta e em outro sonho estar.
Tudo é questão de escolha, só não posso escolher
esta dor que dói em mim.
Nuvens vieram do nada, e se puseram
a escurecer o meu céu, mas, eu pensei na chuva,
e o amargo se tornou mel.
Uma coisa puxa outra, assim
é também a vida, uma dor esqucida
pode até virar saudade, mas, ninguém
gosta de lembrar o que não
é felicidade.
Espero, espero e espero,
enquanto vivo não canso de esperar,
até que a morte me alcance
e ainda tenha que esperar
por aquilo que reflete
uvas doces no pomar.
Hertinha (Herta Fischer)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quinta-feira, 16 de março de 2017
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