Lá vamos nós, na embarcação
do tempo, velas içadas, vento sul.
A margem, ondas que vão e vem, assoviando
nuvens e ouvindo o sonar do passar.
Tempo que não me espera,, que vai sem recomeço,
sem começo, cortados
apenas pelo símbolo dia e noite.
Que é o tempo, senão o tempo
que velejo entre a baixa e a alta da maré?
Que é o tempo senão suas lembranças em
tempestuosa sinfonia com as minhas?
Entre miríades ha desventuras enlaçadas com
a fortuna que se vai entre o espaço
de um sonho e outro.
No cabo de dias e noites quando me
acabo e me inicio todas as manhãs
como se a tarde e a noite fosse outro tempo
que não é.
Limites impõe ao homem para seu próprio
bem, assim põe-se a culpa no tempo
que passou, sem perceber que quem passa, somos nós..
Herta Fischer (Hertinha)
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Foco no objetivo
Ainda há tempo para recomeçar, mesmo que a “bateria” esteja fraca. Busco renovação. Meu corpo sente o desgaste do tempo, mas meu espírito de...
sábado, 18 de março de 2017
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