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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Fragmentos de sonhos

Nas paragens dos meus infortúnios,
que de dia cantava lamentos, e a noite
lágrimas soletradas.
Nunca foram meus dias atentos,
olhos tinham de sonhos desfeitos,
só quando se brotava a esperança,
minha alma descansava um pouco.
E de longe eu via a alva, salvação
estava distante, e a brisa sombria tocava,
enquanto o sorriso dormia.
O medo então espreitava como
a onça devagar se arrasta, entre
suspiros que vinham de fora, e a presa
entre garras afiadas, só fiasco
de vida se via.
Tão rápido quanto a propagação do
som, a aurora se fazia presente, entre
um suspiro e outro, já a luz não
fazia sentido.
Entre os arvoredos se escondia a coragem,
e os tiros nela se engaiolavam, as lascas
de sonhos desfeitos, minha boca inteira beijava.
Tudo é vão dizia minha mente, tão vão
quanto meus pensamentos,
que de inteiros só fragmentos,
e de vida, só os doces momentos!
Hertinha Herta Fischer

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