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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 28 de março de 2017

Saudade em penumbra


No encanto desta hora, quando a luz vai morrendo atrás dos prédios, da uma sensação de vazio. Não gosto de despedidas. parece-me que a noite me encontrará tão saudosa, e que meus olhos tão ativos, não poderá mais ver a beleza do sol a dar palpites ao céu. Para onde vai toda essa luz? talvez vá para lugares remotos,a fazer outros felizes. Preciso sair ao encontro da noite, que nasce tão solitária e perspicaz, na redoma de um céu cinzento e nu, quando é apenas uma criança a desvendar seus segredos sobre a névoa da incompreensão dos ares, quando a lua ainda dorme em algum lugar e demora para despertar.
Toda a magia se desfaz coberta pela penumbra suprema da noite que tudo apaga, menos a saudade de outrora, quando ainda com meus pais, deitada sobre a relva macia, podia contar as estrelas, sobre um sonho de papel.
saudade.. saudade e saudade!

Herta Fischer (Hertinha)




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