Já me encontro seca por fora como
uma semente exposta ao sol.
Quem dera estivesse já solta por dentro,
livre desse corpo que me prende.
E, poder, enfim alçar aos céus, em suplica
para novamente renascer.
E, que o vento me levasse em seus
generosos braços até me colocar
em terras férteis.
onde em cânticos minha alma pudesse descansar
desses exageros que eu padeço.
Eclodiria meu ser em renovos, abastecido de esperança
de me tornar algo que a natureza ainda sonha.
Que as chuvas de outono me alcançasse no
âmago da terra, no final da tarde rompendo-me
a luz do sol que se põe em beleza.
E sobre uma cantiga de amor supremo, me despertasse,
me enfeitando de flores.
E me embalasse no tempo até que todos os frutos, já maduros
pudessem então servir.
Herta Fischer (Hertinha)
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
quinta-feira, 16 de março de 2017
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