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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 1 de março de 2017

A escolha da vida

Tão bom sentir o cheiro molhado
na noite, quando uma chuva fina
molha o telhado, e num tilintar
das gotas dançantes
 nos enche de nostalgia.
Não de passado, mas de lembranças vividas.,
de sorrisos esquecidos, de amores apagados,
de emoções soterradas no tempo.
A chuva é como despertar em nós
uma vontade de voltar, de se resolver por dentro,
de fazer coisas que não fez, de falar o
que engoliu, de por para fora antigos
sonhos que nunca chegaram a crescer.
Porque será que a gente nunca sabe viver,
vive-se pouco, porque não pode-se viver tudo?
Quantos beijos ficaram na memoria, sem
nunca chegar a boca, quantas palavras não ditas pelo medo
de errar?
E quantas saídas apressadas desejosas para ficar.
Desperdicei-me!
E desperdiçando-me perdi muitas experiências boas, mil
coisas boas.
E agora me vejo diante do espelho, que me olha por fora,
que me mostra o que não quero ver. pois
quando me via, nem me dava conta de que ainda podia!
Nunca é tarde! diz-me alguns.
Sempre é tarde quando não se faz por medo, porque
a manhã não espera por nossa decisão,e  quando
tomamos uma decisão, a tarde já tomou conta e levou
um pouco de nós.
E nunca mais seremos os mesmos, nem que se volte o tempo.
Porque o espaço deixado já foi resolvido, de uma outra forma que não foi
eu.
Então, dar marcha a ré no tempo, só em pensamento
e arrependimento.
Ou se acolher em outra historia e dizer: Não foi bem minha escolha,
mas, a vida escolheu por mim.
E viver o que nos cabe. E fazer
o que se sabe, sabe-se lá, como?
Herta Fischer (hertinha)






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