Me podaram tanto, me negaram tanto,
que apenas consegui murchar.
Quanta vida, quanto podia ser,
quanto pouco pude ser.
Não posso ficar pensando nisso,
senão enlouqueço.
Finjo ser feliz
e realizada, mas de fato, pouco sou.
Sou um rastro de alegria que foi
deixado num canto, num lamento
esquecido, que de tanta dor, sorriu
Sou um passado sombrio, entre o mar
e seu navio, quando o marinheiro sumiu.
Sou uma figura esfumaçada, cujo pintor
esqueceu de pintar, só rabiscos sem cor.
Sou a madrugada largada no alpendre
da noite, sem olhos, nem sorrisos,
só dissabor.
Sou o dia entristecido, quando o
sol o abandona, o deixando
sem amor.
Sou a raiz apodrecida da semente
que sonhou crescer muito,
mas tão cedo
não vingou.
Herta Fischer
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Eco do fim
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