Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A casa do poeta solitário

Onde está a poesia numa casa vazia,
quando com as paredes revelo-me.
Só quando bate a água da chuva
no telhado,
é que ouço a voz das gotas
aplaudindo-me.
O descaso entre muros
já se tornou tão aceito,
que no silêncio falo
e ouço com lágrimas.
Falo de sentimentos
esquecidos, que
guardo aqui dentro
mesmo que seja
apenas desejos
ao vento, indo
de encontro
as paredes
que me cercam
e que me castigam, 
por ser somente
o que sinto
nada de tão importante.
(Hertinha)

Nenhum comentário:

Postar um comentário