Onde está a poesia numa casa vazia,
quando com as paredes revelo-me.
Só quando bate a água da chuva
no telhado,
é que ouço a voz das gotas
aplaudindo-me.
O descaso entre muros
já se tornou tão aceito,
que no silêncio falo
e ouço com lágrimas.
Falo de sentimentos
esquecidos, que
guardo aqui dentro
mesmo que seja
apenas desejos
ao vento, indo
de encontro
as paredes
que me cercam
e que me castigam,
por ser somente
o que sinto
nada de tão importante.
(Hertinha)
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Eco do fim
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