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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 29 de setembro de 2015

No pódio, regado a champanhe.

Queres levar, leva!
pois para mim, é fardo pesado,
ter mais do que
me sustenta.
Quisera mesmo não ter nada, apenas
um saco de dormir, e um casaco
pesado para não sentir tanto frio.
Se me enraizei por aqui, é por
não ter coragem de abdicar
deste conforto, que de barriga
cheia, estou, e não sei o
que é passar fome.
Fecho meus olhos para o pobre,
para o descamisado, e dou o
meu dinheiro para quem tem muito,
só para satisfazer-me de burrice.
Hoje eu posso tudo, ninguém me fere,
de nada eu preciso, porém,
quando chegar minha hora, e o
acusador me apontar o dedo, e eu
tiver que dar conta ao juiz das
minhas obras, e me envergonhar diante
daquele que me defende, por ter vivido
no pódio, enquanto outros, não
entravam nem nos estádios.
É....
(Hertinha)

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