Num belo dia eu me vi num picadeiro. Era simples esse meu circo, e havia tanta alegria.
Coração de palhaço, alma circense, coração leve.
Pai e mãe repletos de sonhos, olhos cativantes sobre um corpo amadurecido, cujos cachos como uvas doces.
No relance da minha tarde, sonhos vivos pela manhã.
Num sol perfeito do mês de agosto, me preparo para as flores, que de amores e amores ainda vivo.
Sobre essa luz artificial queimo minhas pupilas, e na natura do seu amor encontro a minha cura.
Se soubesse para onde vou, escolheria um doce momento, numa esquina qualquer promoveria aquele encontro.
E elevada na minha procura eu á faria descoberta entre as cobertas do céu azul.
Que linguagem é essa que me sustenta, enquanto não aprendo. Que sutil diferença entre o que é bom ou mal.
Na minha alma saudosa, você é que me abastece nas primacias perdas, aprendo o necessário para não morrer ao findar o dia.
Pela manhã nasço relativamente ingênua e pálida. No decorrer do espaço, intensifico meu brilho, numa calorosa saudação. Ao meio do dia, me encontro vigorosa, viçosa e desejada. Porém, ao decorrer da tarde já vou me entristecendo, fraca, desnudo minha alma repleta de tristeza. E quando chega a hora mais fatídica, quando o dia morre, eu com ele, aprendo a dor da despedida.
Mas, no enlace a se seguir, minha alma se agarra mais uma vez no picadeiro que me fez sorrir.
Herta Fischer.
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Eco do fim
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
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