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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Desde sempre

Singelo o tempo que não vivi,
que não senti,
por ainda estar entre estrelas longínquas
a procura do impulso do cometa,
que me traria até aqui.
Enquanto ainda durmo, me é preparado
um lugar, uma estadia tranquila sobre
o espaço da gloria do nascer.
Um querer que se faz útil, pré-determinado,
na sorte de com intensidade poder
brilhar sobre uma cidade qualquer.
Com um monturo que se foi
construindo aos poucos
tornando-se infalível a transformação.
Do valor das coisas que não eram
e que agora é.
Tudo se transforma no tempo e
no espaço, até mesmo
a forma de amar.
O fim para alguns podem ser
o recomeço de alguns.
Pois a cada hora que a morte danifica,
a vida se faz mais viva.
Herta Fischer


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