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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 1 de março de 2025

Saga do viver

Entre tantos, também despertei,  


Se vinha ou saía, também não sei.  

Na boca, o sono do sonho de alguém.  

Chorando às vezes, sorrisos escutei.  


Orbitava em mim mesma a chance de ter  

Algo que brilhasse o eu que pensei.  

Se era ou seria, quem poderá dizer?  

Fartei-me do suspense nas lágrimas que chorei.  


Se já era hora, também era dia,  

Esperança em meu peito me convenceria  

Que os medos, às vezes,  

Me socorreriam.  


As pontes já podres por onde passei,  

Nos vertentes sussurros lá embaixo mostravam  

O eu que se perdia na busca de si,  

No ar rarefeito que a alma buscava.  


Ainda em perigo, avante, mulher!  

Doravante só sobras e nostalgia  

Da distância que já percorreu.  

Sobraram as cinzas do que se acendeu.  


Hertinha Fischer.

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