Há um único palco e uma única peça.
Bancos vazios e poucos aplausos. Mas não importa: bons protagonistas sabem como fazer o prazer desfilar pelo tapete vermelho. É tudo uma questão de realização no que se comprometem. Um passo traz alegria, dois passos, pura satisfação. A história de cada um se desenrola conforme o que acreditam e estão dispostos a pensar. Sempre foi assim, é assim e continuará sendo.
Dizem que não somos diferentes dos animais. O que acontece a um, acontece ao outro. Deveria ser apenas uma questão de sobrevivência. Porém, o homem, com sua astúcia, quer mais. Não se contenta com o palco ou em ser apenas um personagem; ele almeja a diretoria. E como diretor, dita o que os outros devem dizer, como devem agir e até como devem amar. Assim, perdemos a originalidade, tornando-nos marionetes em um palco repleto de hipocrisia, sem perceber que tudo é finito.
Deus nos diz que somos semelhantes a ele, talvez na originalidade. Mas, ao fugirmos de nós mesmos, confiando na metamorfose como se fôssemos criados em casulos, como sugere a ciência, abrimos espaço para todo tipo de infortúnio. Isso porque nos afastamos da bondade e da justiça.
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