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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 22 de março de 2025

Fidelidade e compromisso do existir

Há um único palco e uma única peça.


Bancos vazios e poucos aplausos. Mas não importa: bons protagonistas sabem como fazer o prazer desfilar pelo tapete vermelho. É tudo uma questão de realização no que se comprometem. Um passo traz alegria, dois passos, pura satisfação. A história de cada um se desenrola conforme o que acreditam e estão dispostos a pensar. Sempre foi assim, é assim e continuará sendo.


Dizem que não somos diferentes dos animais. O que acontece a um, acontece ao outro. Deveria ser apenas uma questão de sobrevivência. Porém, o homem, com sua astúcia, quer mais. Não se contenta com o palco ou em ser apenas um personagem; ele almeja a diretoria. E como diretor, dita o que os outros devem dizer, como devem agir e até como devem amar. Assim, perdemos a originalidade, tornando-nos marionetes em um palco repleto de hipocrisia, sem perceber que tudo é finito.


Deus nos diz que somos semelhantes a ele, talvez na originalidade. Mas, ao fugirmos de nós mesmos, confiando na metamorfose como se fôssemos criados em casulos, como sugere a ciência, abrimos espaço para todo tipo de infortúnio. Isso porque nos afastamos da bondade e da justiça.


Hertinha Fischer.







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