Total de visualizações de página

Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 5 de março de 2025

Um dia fiz morrer

E a noite desce sobre mim,  

Sua mão pesada me guia,  

A escuridão invade minh’alma,  

Sussurrando calma em meus ouvidos.  


Onde estão meus jardins?  

Em que terras se esconderam?  

Perdeu-se o azul do céu,  

Escondeu-se o que era meu.  


Busquei o amor,  

Mas ele desapareceu,  

A lua que antes sonhava  

Em eclipse se perdeu.  


Eu quis permanecer,  

Mas o tempo me levou,  

Acusaram-me de silêncio,  

E o grito então cessou.  


Passei despercebida,  

Nem olharam em meus olhos,  

Para desvendar o que havia  

Nos sonhos que se perderam.  


Já alcancei as nebulosas,  

Nesses tempos estelares,  

Sobraram poeira e fumaça,  

Desbotando todas as fases.  


As janelas já se fecharam,  

Na soleira, permaneço,  

Esperando dias melhores,  

Na hora já derradeira.  


A força que era abundante  

Agora fecha a torneira.  

Hertinha Fischer


Nenhum comentário:

Postar um comentário