E a noite desce sobre mim,
Sua mão pesada me guia,
A escuridão invade minh’alma,
Sussurrando calma em meus ouvidos.
Onde estão meus jardins?
Em que terras se esconderam?
Perdeu-se o azul do céu,
Escondeu-se o que era meu.
Busquei o amor,
Mas ele desapareceu,
A lua que antes sonhava
Em eclipse se perdeu.
Eu quis permanecer,
Mas o tempo me levou,
Acusaram-me de silêncio,
E o grito então cessou.
Passei despercebida,
Nem olharam em meus olhos,
Para desvendar o que havia
Nos sonhos que se perderam.
Já alcancei as nebulosas,
Nesses tempos estelares,
Sobraram poeira e fumaça,
Desbotando todas as fases.
As janelas já se fecharam,
Na soleira, permaneço,
Esperando dias melhores,
Na hora já derradeira.
A força que era abundante
Agora fecha a torneira.
Hertinha Fischer
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